Oficina Lúdica – IMD/UFRN

A Oficina Lúdica é um projeto de extensão vinculado ao Instituto Metrópole Digital da UFRN e tem como intuito principal a disseminação das variadas mecânicas dos board games e card games modernos a fim de incentivar a produção desses jogos por desenvolvedores locais. Semestralmente promovemos um evento com um certificado de 6hr de formação acadêmica e, além disso, mensalmente ocorrem encontros informais. Neste post falaremos sobre um desses encontros, o do mês de setembro, e dos jogos que jogamos.

Jogados por Tonhaunm

foto1bNessa oficina ocorreu um marco: fizemos playtest de três protótipos diferentes! Eu joguei um deles, com nome ainda provisório de Vossa Majestade Faz Saber. Desenvolvido pelo LEHS (Laboratório de Experimentação em História Social) e trazido por Diego Barreto, o jogo só tinha sido testado entre estudantes de história da UFRN. Uma adaptação do já consagrado Sim, Mestre das Trevas, o card game é ambientado na época da monarquia brasileira. Composto simplesmente de cartas de ação e imagens de locais e eventos históricos do período, os jogadores se dividem assumindo o papel de missionário, negro forro, líder indígena, mestre do campo, negro liberto ou sesmeiro. Cabe a outro jogador assumir o papel de rei e controlar a mesa – como o Dark Overlord do jogo que inspirou este protótipo. Bastante divertido, o rei apresenta um problema e os demais jogadores ficam se acusando tentando fazer com que um deles leve a culpa. Na partida eu acabei perdendo como líder indígena. 😦

O grande trunfo do Vossa Majestade Faz Saber é incentivar a criatividade dos jogadores com elementos da nossa história de forma bem divertida. O elemento educacional fica bastante evidente e fica aquele desejo de ter jogado ele na época da escola nas aulas de história.

Depois veio à mesa o meu Tigris & Euphrates (foi a inauguração dele). O grande clássico do Reiner Knizia dispensa comentários para a maioria dos boardgamers. Nele os jogadores controlam líderes da agricultura, religião, cultura e governo a fim de ganhar pontos nessas quatro categorias, porém sua pontuação é definida pela categoria que você fez menos pontos, o que estimula a busca pelo equilíbrio das quatro categorias. Foi uma partida bem divertida (cheia de tretas!) e acirrada, onde a vencedora foi Priscila, após um empate comigo que só foi resolvido no terceiro critério. Confira mais detalhes do jogo aqui.

Por fim, joguei despretensiosamente uma partida de Red7. Um cardgame de fácil assimilação das regras mas com um bom nível de estratégia, onde você tem que combinar suas jogadas com o número, a cor e a regra da vez.

Jogados por Tiago Luna

dreamlordsOutro protótipo testado foi Dreamlords, jogo desenvolvido por mim e já em sua terceira rodada de testes na Oficina Lúdica. Trata-se de um jogo de cartas com gerenciamento de mão e alocação de trabalhadores, no qual os jogadores atuam como Senhores do Sonhar, disputando o poderio do Mundo dos Sonhos através dos muitos reinos que o compõem, todos representados pelas cartas.

Os jogadores podem descobrir novos reinos e conquistá-los, pagando o custo descrito na carta. Após conquistado, cada reino oferece uma habilidade ou benefício especial que pode ser ativado pela alocação de Sonhadores (os trabalhadores no jogo). Cada reino possui um valor em pontos de vitória, e o vencedor é aquele que no final conseguir acumular a maior quantidade de pontos. Planejo – em um futuro próximo – escrever alguns posts com mais detalhes do jogo e contando um pouco sobre o processo de criação dele.

sentinelasO terceiro protótipo jogado foi Sentinelas & Invasores, de Diego Cordeiro, um jogo de tabuleiro inspirado em conhecidas brincadeiras de rua (como polícia e ladrão, bandeirinha e outras), mais comumente praticadas antes da socialização dos jogos eletrônicos. O sentinela tem a função de proteger a base e identificar os invasores. Já os invasores têm como principal objetivo chegar na base antes do sentinela, para ganhar as cartas azuis (de pontuação). Caso o sentinela identifique o invasor e chegue primeiro na base, ele então será promovido a invasor e o invasor identificado será o novo sentinela, começando assim um novo ciclo.

Existem também cartas de habilidades (roxas) e de itens (verdes), que devem ser utilizadas de acordo com a conveniência do jogador que as possui. Ganha o jogo quem tiver a maior pontuação ao final da partida, obtida através das cartas azuis.

Estes foram alguns dos board games que jogamos nesse encontro. Outros jogos que viram mesa foram Kodama, Sugar Gliders, Matrioshka, Coloretto e Tsuro of The Seas.

As Oficinas Lúdicas têm sido momentos preciosos de diversão, socialização, troca de experiências e cooperação mútua. Acredito que seu maior legado seja fazer crescer em nós, amantes do hobby e game designers em potencial, a consciência de que é possível – com o apoio dos amigos (cobaias) e menos recursos do que se imagina – criar jogos que divirtam e, de alguma forma, tornem a vida das pessoas um pouco melhor.

Sendo movidos por esse sentimento (e pela simples sede de jogar!), nos reunimos no último sábado de cada mês, ali no IMD, para mais algumas horas de diversão ao redor da mesa.

Post escrito em conjunto por Tonhaunm e Tiago Luna, com a colaboração de Diego Cordeiro na descrição do seu jogo.

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